quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


AS  AGENDAS DE OBAMA
JUACY DA SILVA
Na última segunda feira, perante quase um milhão de pessoas que se acotovelavam no “mall”, uma área que em Brasília poderia corresponder `a Esplanada dos Ministérios, e mais de 300 milhões nos EUA  e ao redor do mundo, Barack  Obama tomou posse perante o Congresso Americano, para seu segundo mandato, por mais quatro anos.
O interessante é que depois que uma pessoa é eleita e/ou reeleita presidente dos EUA, jamais pode se candidatar a cargo algum, razão pela qual quando um Presidente é empossado para um segundo mandato, geralmente  não sofre as pressões de uma próxima eleição e pode estabelecer compromissos que em seu primeiro mandato ficaram de fora ou apenas foram tangenciados.
Em seu discurso de pouco mais de 15 minutos Obama definiu objetivos e indicou de forma bem  rápida os caminhos que irá seguir pelos próximos quatro anos. Podemos considerar que existem, na verdade, duas agendas. Uma clara que foi detalhada em seu discurso e outra oculta que aos poucos irá tomando corpo, ao longo do segundo mandato.
A agenda explícita está calcada fundamentalmente na plataforma do Partido Democrata, boa parte nem chegou a ser discutida em profundidade durante a campanha pela reeleição. Segundo os Republicanos e outros setores conservadores, esta agenda é extremamente liberal e possivelmente não irá passar facilmente na Câmara Federal (House of Representatives) que é comandada pelo Partido Republicano.
Para contornar este obstáculo, Obama está definindo uma estratégia de ação que vai encurralar os republicanos a partir do apelo que o Presidente tem feito diretamente `a população, enfatizando que tudo de errado que acontece em Washington, D.C. a culpa é dos republicanos. Se esta forma de agir vai dar certo, somente as eleições  de meio do segundo mandato no ano que vem (2014), as chamadas “mid-term elections” vai demonstrar.
Se a população atender aos apelos de OBAMA com certeza o Partido Democrata deverá conquistar a maioria na Câmara e manter ou até ampliar a maioria que tem no Senado e ai, as próximas eleições para Presidente ficariam mais fáceis para os democratas, como aconteceu com Ronald Reagan que após cumprir oito anos de mandato conseguiu eleger Bush (pai) que era seu vice para mais quatro anos.
Os principais pontos desta nova agenda explícita de Obama são:
1)      apelo para uma união nacional, com o fortalecimento da classe média, com vistas a recuperação da economia, criação de empregos e preparar o país para os grandes desafios das próximas décadas;
2)     aprofundamento da reforma da saúde e resgate do sistema de seguro social/previdência/aposentadoria, que anda mal das pernas, sem reduzir benefícios e sem aumentar impostos, ou seja, através de uma gestão mais eficiente e transparente;
3)      reforma imigratória e apoio `a luta pelas liberdades civis, incluindo os direitos das minorias, onde Obama destacou os homosexuais e lésbicas, enfatizando que enquanto tais grupos não tiverem seus direitos reconhecidos como todas as demais pessoas, o país não avança.;
4)      ênfaze na questão das mudanças climáticas e outras medidas relacionadas com o meio ambiente e a sustentabilidade, setor que durante  o Governo Bush e o primeiro mandato de Obama foi bastante relegado
5)      açao mais efetiva para combater a violência doméstica, onde o controle e proibição de vendas de armas de guerra possam evitar massacres como os que tem acontecido nas últimas décadas e que têm aumentado de forma grave nos três últimos anos
6)      uso das negociações,  sem deixar de lado quando necessário o uso da força, para a resolução pacífica dos conflitos internacionais;

7)     fim da Guerra no Afeganistão e retirada total das tropas americanas em 2014, reduzindo sobremaneira os elevados custos dessas intervenções militares que acabam desgastando a imagem do país mundo afora.
Em relação `a agenda oculta, a que se refere as relações internacionais, `a política externa e de segurança nacional abordarei oportunamente.

JUACY DA SIVA, professor universitário UFMT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta. Email professor.juacy@yahoo.com.br  Twitter @profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net

 

sábado, 18 de agosto de 2007

“ESCOLAS” DE CORRUPÇÃO

JUACY DA SILVA

Nada pior neste mundo do que a falta ou despreparo da mão-de-obra em qualquer país, area de atividade ou ramo de negócio. O mundo moderno exige que as pessoas para conseguirem um espaço ou lugar ao sol, sejam cada vez mais qualificadas e especializadas.
Certamente que para preparar profissionais `a altura das exigências do mercado precisamos de um sistema de formação que, de fato, esteja preocupado e comprometido com tais exigências e mudanças que ocorrem de forma muito rápida. Se as sociedades têm este entendimento, também a marginalidade, a criminalidade e a bandidagem devem se preocupar com a formação e constante atualização de seus quadros.
Costuma-se dizer que os presidios são, de uma forma mais ou menos empírica, verdadeiras universidades do crime. Algumas autoridades chegam a dizer que um deliquente comum, sem alta periculosidade, o poularmente chamado “ladrão da galinha”, entra quase cru na prática da delinquência e acaba saindo doutor na arte da criminalidade.
No entanto, a grande maioria dos re-educandos, como assim são denominados essas pessoas que agridem e atentam contra a socedade, de forma violenta e covarde, geralmente são pobres, negros, pardos ou pertecem a grupos e segmentos excluídos da sociedade.
Por mais que o Brasil ostente uma posição pouco confortável no “ranking” ou hierarquia mundial no quesito corrupção, jamais ou quase nunca os criminosos de colarinho branco chegam a ser matriculados e internados nessas universidades do crime, quando muito passam algumas horas, dias, semanas ou até mesmo meses.
Mesmo apanhados com a boca na botija, com dolares na cueca, cheques e depósitos em suas gordas contas bancárias, sempre são considerados inocentes até prova em contrário. A conclusão que podemos chegar é que esta estoria de corrupção em nosso país é invensão dos meios de comunicação, falta de preparo das forças policiais ou do ministério público ou do sistema judiciário. Não existe compra de votos, ninguém “molha” a mão de ningém, não existe superfaturamento nas compras governamentais etc e tal.
Todavia, tudo isto deixa as pessoas em uma situação difícil, algumas passam a sofrer de amnesia, outras não conseguem reconhecer amigos ou comparsas, outras choram diante das cameras, das CPIs, dos inquisidores que a gente acaba ficando com dó dessas pessoas inocentes, até prova em contrário, cujo prazo pode demorar décadas ou a vida inteira e sempre serão inocentes até prova em contrário ou que a condenação seja transitada em julgado.
Para evitar todos esses constrangimentos, poderiam ser criadas “Escolas” de corrupção para melhor preparar nossos/as corruptos e assim possibilitar que tais pessoas pudessem atuar com mais desenvoltura e um acobertamento perfeito, impossibilitando que a minoria da população que ainda prima pelo que é denominado ética deixasse de atormentar a vida desses inocentes ou como alguns dizem espertos e talentosos para amealhar riqueza, renda e posiçao social de forma espantosa .
Essas “escolas” da corrupção deveriam integrar um sistema bem organizado e articulado em seus vários níveis. A formação básica ocorreria em escolas espalhadas pelos diversos municípios, a especialização a nível Estadual, o mestrado e doutorado na capital federal e o pos-doutorado em países que estejam entre os dez mais corruptos do mundo

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Qualidade de vida e desenvolvimento sustentavel

QUALIDADE VIDA E DESENVOLVIMENTO SUTENTÁVEL

Prof Juacy da Silva

Um dos problemas mais sérios na avaliação das políticas públicas tem sido a definição de indicadores que, de forma consistente, possam mensurar qualitativa e quantitativamente os fenômenos ou situações que devem ser superados.
Em geral a pobreza, a miséria e a exclusão social têm sido mensurados em termos de carências ou necessidades básicas que determinados grupos de pessoas estejam submetidos, considerando-se não apenas as situações determinadas, mas fundamentalmente os parâmetros impostos pela dignidade humana, independente dos contextos culturais ou temporais.
Por exemplo, pouco importa a cor, a origem racial, o gênero ou a idade; todas as pessoas devem dispor de condições de alimentação que possibilitem não apenas a mera subsistência ou sobrevivência, mas fundamentalmente, as condições que garantam saúde, bem-estar e níveis de satisfação cada vez mais elevados.
Da mesma forma, podemos aplicar este mesmo paradigma para todas as demais necessidades básicas como segurança individual e comunitária, segurança econômica, social, habitação, saneamento, educação, saúde e assim por diante.
De outro lado, a questão da qualidade de vida também está diretamente vinculada à preservação do meio ambiente, sem o que, a base de sustentação de qualquer processo de desenvolvimento será extremamente frágil, podendo, ao longo prazo comprometer a capacidade econômica de gerar bens e serviços necessárias à superação da pobreza afetando de forma negativa a qualidade de vida.
A degradação ambiental, incluindo o acúmulo de lixo nas ruas e quintais, a ocupação de margens de córregos, rios, encostas de morros acabam para gerar condições de habitabilidade totalmente inseguras e degradantes.
Outra forma de degradação ambiental é o uso inadequado do solo, tanto urbano quanto rural. No caso do uso inadequado do solo urbano podemos identificar a contaminação do mesmo por rejeitos industriais, produtos químicos, falta de tratamento do lixo. Neste particular os “famosos” lixões ou mesmos os “lixinhos” que são formados a céu aberto é prova mais patente da degradação ambiental e humana.
É comum e até mesmo caraterística das cidades do terceiro mundo, inclusive do Brasil e de Mato Grosso, pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças misturarem-se a porcos, urubus, ratos e outros animais peçonhentos em busca de alimentos ou restos de lixa para dali tirarem seu sustento, contrastando com os altos níveis de vida e de conforto das camadas mais abastadas, inclusive dos falsos representantes do povo, que na verdade vivem as custas da miséria e da abastecidas, inclusive dos falsos representantes do povo, que na verdade vivem as custas da miséria e da exploração do mesmo.
Quanto à degradação do solo rural a mesma pode ser identificada nos processos de erosão, desertificação, no uso sem controle de agrotóxicos, herbicidas, fungicidas, enfim, produtos altamente tóxicos que acabam contaminando o solo, subsolo, cursos d’água, lençol freático, dizimando a vida animal e vegetal, com sérios prejuízos para o meio ambiente e as gerações futuras.
A busca desenfreada pelo lucro momentâneo que é apropriado por uma casta endinheirada, não leva em cinta o passivo ambiental que acaba sendo debitado nas costas da sociedade e dos poderes públicos, afetando de forma extremamente injustas as camadas mais pobres atuais e futuras.
Resumindo, não pode haver desenvolvimento justo e solidário se não houver respeito pelo meio ambiente. O processo de desenvolvimento só pode ter este nome se for socialmente justo, econômica viável e ambientalmente equilibrada e sustentável. Só assim podemos melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente das camadas mais pobres.

SEMEANDO IDEIAS

Caros amigos e amigas, estou criando um novo Blog com a finalidade de abrir um espaco para discussao de ideias relativas a temas da atualidade e de interesse coletivo. Acredito que o momento atual representa um grande desafio para as pessoas que se preocupam com os problemas que afetam a vida individual e coletiva. Esses desafios estao ligados a nossa realidade local, nacional e mundial. Sao questoes politicas, religiosas, economicas, sociais, culturais e ambientais que nao podem ser deixadas de lado, sob pena de estarmos nos omitindo na busca de solucoes verdadeiras. A construcao de um futuro melhor para que as geracoes futuras vivam em sociedades mais justas, mais equilibradas, com mais dignidade depende de nossas atitudes perante as injusticas, a pobreza, miseria e exclusao que acabam gerando a inseguranca e violencia que tanto nos atormentam atualmente. Este e o quadro de referencia que deve balizar as nossas discussoes. Devemos ser semeadores de ideias, esperancas e utopias capazes de propiciarem as transformacoes que o mundo necessita! Um grande abraco, Prof Juacy