sexta-feira, 10 de outubro de 2014


BRASIL, UM PAÍS `A DERIVA

JUACY DA SILVA

Muita  gente assistiu ao filme sobre o naufrágio do luxuoso  transatlântico TITANIC, quando milhares de pessoas pereceram. Ao perceber que o navio estava  indo a pique,  o seu comandante determinou que a orquestra tocasse músicas com o máximo do volume sem parar,durante horas a fio, para que os passageiros não percebessem que  a catástrofe estava iminente.

Podemos comparar o Brasil ao TITANIC e a Presidente Dilma ao camandante daquele enorme navio. Mesmo que todos os indicadores sociais, econômicos e políticos estejam demonstrando que o país  está afundando na corrupção, na  incompetência, na violência e na  deterioração da qualidade de vida da população, durante a campanha eleitoral para o primeiro turno,  a propaganda engaanosa usada pela candidata do PT e partidos aliados teimava  em pintar um país muito próximo da ilha da fantasia.

As  contas públicas  estão deteriorando, os gastos do governo continuam sem controle, nossa inserção no contexto internacional continua medícoree equivocada. O desempenho do nosso país no PISA, índice que mede a qualidade da educação e de aprendizagem do ensino médio, entre  os 20 países   com maior peso econômico , ficamos na 19a.posição.  Há pucos dias relatório de organismos internacionais demonstraram que  em qualidade de vida  da população idosa ,com mais de 60anos, o Brasil caiu da 31a. em 2013 para 58a. posiçao em 2014.

Apesar  da distribuição massiva de migalhas através do programa bolsa família, uma forma indireta de compra de votos; o Brasil continua entre os países com pior distribuição de renda, ocupamos a 17a.posição no índice de GINI, a   pior  entre os países do G20 e dos BRiCs.  Os índices  de mortalidade infantile, apesar de terem caido “bastante”, como diz o governo, ainda nos coloca entre os países com maiores  taxas, somos a 59a. posição, a pior  do G20.  Se considerarmos os índices de analfabetismo, analfbetismo functional, de mortalidade infantil e de saneamento básico  persistentes nas  regiões Norte e Nordeste e nas periferias das grandes cidades, o Brasil está muito mais próximo de países bem pobres da África, do Oriente Médio e Ásia, do que de países desenvolvidos.

Nosso IDH ainda não  é  compatível  com o tamanho de nossa economia. Somos a oitava economia do mundo e a 84a. posição no ranking de IDH –índice de desenvolvimento humano, medido através de indiacdores de renda, saúde e educação.  Todavia, mesmo assim a propaganda enganosa do Governo Dilma  tenta minimizear  esta vergonha.

Em termos econômicos,  ostentamos uma  das maiores taxas de inflação  entre  os  50 países  com maior peso econômico. Quando o indicador é crescimento do PIB, o desempenho da economia brasileira durante os quatro anos do governo Dilma,  é o segundo pior em mais de 120  anos de República, só perdendo para o Governo de seu aliado das Alagoas, Collor de Mello.

Nesta semana o FMI  revisou suas projeções e confirmou o que várias  outras instituições nacionais  e internacionais  e o Mercado interno já estava afirmando, o crescimento de nossa economia em 2014  será  de apenas 0,3%.  Estamos em plena recessão por erros na condução da política econômica e o Governo Dilma teima em afirmar que a culpa é do resto do mundo.

O Forum Econômico Mundial  também  acabou de   divulgar seu relatório  anual sobre a COMPETITIVIDADE GLOBAL  entre os diversos países.  Em 2001  o Brasil ocupava a 44a. posição entre pouco mais de 90 países. Quando Dilma  tomou posse o Brasil ocupava a 53a. posição e neste ano caimos para a 57a posição.

Recentemente,quando da última Assembléia Geral da ONU e da Reunião de cúpula do meio ambiente e mudanças climáticas, a Presidente Dilma, para vexame dos presentes, usou a maior parte do tempo de seu discurso para fazer propaganda de seu governo, recusou-se  a assinar o documento em que os países se comprometem a alcançar  metas de redução de poluição atomosférica, alegando que não foi consultada quanda  da elaboração do mesmo, insistiu em que o Brasiil  merece um assento  permanente no Conselho de Segurança da ONU, apesar de que nossas Forças Armadas estejam totalmente sucateadas e nossa  presença no contexto internacional seja praticamente  zero `a esquerda, e ainda, para espanto de todos, criticou o uso de força, aprovado no dia seguinte pelo Conselho de Segurança da ONU, para confrontar com as atrocidades que estão sendo praticadas  pelo chamado Estado Islamico (ISIS  em ingles),insistindo em negociações com  terroristas, indo na contra-mão de praticamente todos os países presentes.

Finalizando, não  são necessários muitos estudos, basta acompanharmos as reportaagens da mídia e das publicações especializadas para constatarmos que a  saúde pública  está um caos, a educação continua uma lástima, de baixa qualidade, a violência  não dá tréguas a população,  o saneamento caminha a passos de tartaruga, a degradação ambiental  continua, a crise energética  está  batendo `as nossas portas, nossa balança  comercial  está  a caminho de deficit  permanente  e  a corrupção é  a marca  registrada do governo, cujos simbolos maiores  são o MENSALÃO  e as NEGOCIATAS na PETROBRÁS.

Enfim, o Brasil, da mesma  forma que o TITANIC, está  indo a pique e a sua “comandante”  manda a orquestra, constituída por seus marqueteiros  e bajuladores ,  a tocar  bem alto, mesmo que mais de 70%  da população esteja  dizendo que não deseja naufragar.

Dentro de poucas semanas o povo deve dizer nas urnas se deseja  o caminho do desastre com Dilma  ou consertar o TITANIC e continuar navegando em direção ao crescimento econômico, a transparência, a eficiência, sustentabilidade e decência na  gestão pública.

O modelo que o governo Dilma está implementando é o mesmo que  levou a Venezuela e a Argentina ao desastre que estão vivendo atualmente!

JUACY DA SILVA,  professor  universitário, titular e aposentado  UFMT, mestre em sociologia.Email  professor.juacy@yahoo.com.br  Blog www.professorjuacy.blogspot.com

Twitter@profjuacy

 

MANIPULAÇÃO  POLÍTICA E ELEITORAL

JUACY  DA SILVA

Durante meses foram veiculadas peças de propaganda institucional da Justiça Eleitoral como forma de  motivar os eleitores a comparecerem  `as  urnas para votarem. Apesar do voto ser obrigatório  no Brasil, uma  verdadeira  excrecência ao princípio democrático, a cada eleição   o percentual de absenteísmo, somados aos votos nulos ou em branco superam  mais de um terço do total dos eleitores inscritos, a previsão que  este total possa  se aproximar a 35 milhões de pessoas.

O desinteresse dos  eleitores em participarem  desta “festa  democrática”  tem  várias  razões, podendo  ser destacadas  pelo menos as  seguintes:1) o baixo  apreço que a população  tem pelos políticos e os partidos, os quais não representam e nem defendem de fato os interesses, os anseios e as necessidades do povo, tanto é verdade que em todas as avaliações  de opinião pública,os partidos e  a   chamada “classe política” recebem notas pouco acima de zero, sempre   as mais baixas em relação `as  demais profissões e instituições nacionais;  2)  nossos políticos e seus partidos  estão  com muita frequência associados `a corrupção, a privilégios  exclusivos, `a  demagogia, as falsas promessas e as mentiras; prometem tudo na propaganda e realizam pouco ou quase  nada durante o exercício de seus mandatos; 3) quando candidatos  tentam estar próximos do povo, depois de eleitos desaparecem e usam  seus  mandatos  para  defender seus próprios interesses  ou dos grupos  econômicos que financiaram suas campanhas, o povo fica  mais do que desconfiando das razões pelas quais empreiteiras, grandes grupos economicos,  empresários, usineiros, banqueiros “doam”  milhões aos candidatos e o que iriam receber em  troca?; 4) uso de caixa dois  ou dinheiro sujo, muitas vezes ou quase sempre oriundo  de atividades ilícitas, fruto da criminalidade  ou da corrupção, como no caso dos  escândalos do  MENSALÃO  e das Negociatas da PETROBRÁS, durnte os governos Lula e Dilma; 5) falta  de planos e programas de governo, como atualmente  está  acontecendo com vários candidatos a governador e até  com a candidata do PT, Dilma, que  em desrespeito aos eleitores  não apresentou seu plano de governo;  se bem que a maioria desses planos os eleitores sabem  que acabam se transformando em promessas jamais cumpridas.

Para  completar  este quadro de manipulação política e eleitoral ainda  temos que  conviver  com um Sistema eleitoral que beneficia os donos  do poder,facilitando a perpetuação dos mesmos atores, partidos e grupos  de  interesses. Isto  pode ser visto na distribuição do fundo partidário e na divisão do tempo  de propaganda eleitoral obrigatória, onde,por exemplo a candidata Dilma tem mais  de onze minutos e os demais candidatos pouco mais de um minuto, além do fato de que tanto a Presidente quanto os governadores quando são candidatos a re-eleição acabam usando e abusando da   máqina  partidária, fruto das benesses  que tais cargos lhes  oferecem.

Outro aspect,o,  a desvinculação das  candidaturas  entre postulantes a cargos majoritários (Presidente da República, Governadores e Senadores) e cargos proporcionais (deputados federais e estduais)  permitem uma verdadeira salada de fruta, a mais completa mixórdia em termos de coligações e apoios, ,confundindo ainda mais a cabeça do eleitor,que imagina que o importante são os candidatos e jamais os partidos e alianças a que pertencerm.

Todavia,após as eleitos, os parlamentares federais  e estaduais (deputados e senadores)  acabam  fazendo parte do governo ou da oposição. Muitas vezes  os  eleitores escolhem um parlamentar  imaginando que o mesmo estará  de um lado e quando menos percebe seu candidato  trocou de lado, por ter recebido um quinhão da máquina pública, aparelhada pelos partidos, através  do loteamento de cargos e outros favores, inclusive a liberação  das famosas emendas parlamentares, que é  a  ante-sala da corrupção.Boa  parte dos parlamentares  acabam atuando como  meros “despachantes  de luxo”, jamais como legisladores.

Por tudo isso, mesmo que mais de 140  milhões  de pessoas  estejam cadastradas  como eleitores e pouco mais de cem  milhões devam comparecer `as  urnas no próximo domingo,  na verdade isto não faz do Brasil a maior democracia do mundo, quando muito uma falsa democracia e neste aspecto  é  um grande espetaculo para alimentar de  um lado as esperanças  e de outro  as frustraçõess do povo brsileiro, pois os problemas que afetam o país e a vida da população vão continuar nos  angustiando a partir desta próxima  segunda feira após as eleições. Pouca coisa ou quase nada vai  mudar apesar da euforia coletiva no dia das eleiçoes.Este pode  ser apenas  um triste espetáculo como no Império Romando: pão  e circo para as massas!

JUACY DA SILVA, professor  universitário, titular e aposentado UFMT, Mestre  em sociologia, articulista de A Gazeta.  Email professor.juacy@yahoo.com.br Blog www.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy

sexta-feira, 26 de setembro de 2014



PASSADO, PRESENTE E FUTURO II
JUACY DA SILVA
Estão  faltando apenas 10 dias para o primeiro turno  e um mês para o segundo turno das eleições gerais de 2014.  Todas as escolhas são importantes,, seja para os candidatos a Deputados federais ou Estaduais, Senadores, Governadores , seja para Presidente da República.
Todavia, a eleição  mais  importante é para a escolha de quem pelos  próximos quatro anos será o primeiro/a  mandantário/a  do País, ou seja, quem vai ocupar a Presidência da República. Esta importância se dá  devido ao fato de que vivemos em um regime que é chamado de Executivo Imperial, onde o Chefe do Poder Executivo  tem ascendência  ou uma influência determinante sobre os  demais poderes, principalmente o Congresso Nacional, onde através da  maioria   parlamentar e  das famosas Medidas Provisórias, condiciona-se tudo o que é aprovado ou deixa de ser aprovado no Legislativo. Existe  um verdadeiro rolo compressor no Congresso, onde a bancada da situação acaba sendo praticamente  um anexo do Palácio do Planalto, fazendo as vontades do ou da Presidente da República. A Farsa  das CPIs da Petrobrás recentemente e outras mais são exemplos de como o Congresso abdica de seu poder fiscalizador para tornar-se tropa de choque a mando do Planalto.
A  segunda razão é  o fato de que mais de 64%   de toda a carga tributária que a  população paga  todos os anos acabam nos cofres da União e do Governo Federal, que  gasta praticamente 50%  do Orçamento Geral da União (OGU)  para pagamento de juros , encargos e um minimo de amortização da dívida pública, que durante os governos Lula e Dilma aumentou em mais de 1,7 trilhões de reais, sobrando muito pouco ou quase nada para a execução de políticas públicas que poderiam de fato atender aos interesses, anseios e necessidades do povo brasileiro.
Por  essas razões, tento  refletir sobre  o que representam  as três prinncipais candidaturas para a Presidência da República.
Aécio , do PSDB, representa o passado, o neo-liberalismo tucano,  na  verdade  um modelo esgotado e  recusado pela população  brasileira. Basta  ver que depois de oito  anos de FHC,  os  candidatos José Serra  e Geraldo Alkmin,  perderam  tres eleições consecutivas para Lula (duas  vezes)  e para Dilma, na última eleição.
O presente ,que todos  bem conhecemos com suas mazelas, é representado por Dilma, do PT, cujo governo tem demonstrado ser um fracasso em termos econômicos,  onde  baixa qualidade dos serviços públicos  tem sacrificado  a população,  pelo CAOS na saúde pública,  o sucateamento da educação e da administração pública,  a  escalada da violência, pelo aparelhamento das instituições, por inúmeros  casos de corrupção, onde o MENSALÃO e as negociatas na PETROBRÁS  são os símbolos maiores desta  falta  de ética nos governos de Lula e Dilma,  a deterioração da infra-estrutural nacional,  a  desindustrialização e a perda do dinamismo no comércio internacional, a  desorganização  das contas públicas, o inchaço da administraçào pública  e os equívocos de  um alinhamento ideológico na política externa. 
A reeleição de Dilma pode aprofundar a crise brasileira e impor  um  sacrificio maior para a população  com a volta da inflação,  a perda do poder aquisitivo dos salários, o surgimento do  desemprego, o  amento do custo de vida e a precarização da qualidade  de vida. Isto tudo, com certeza    acirrar  os conflitos sociais, políticos e aumentar a indignação popular, colocando o Brasil no mesmo patamar em que atualmente  estão vivendo a Argentina ,a Venezuela e outros países que se  aventuraram pelos caminhos do populismo e do  assistencialismo.
O futuro, identificado com os anseios de mudanças e de um  modelo de desenvolvimento, com maior decência, eficiência e  transparência na  gestão pública, um compromisso maior com a sustentabilidade ambiental,  transparência nos gastos  públicos,  redução  do loteamento da administração pública em busca de uma falsa governabilidade  e  esperança de dias melhores para  a  população é  representado  por MARINA SILVA, da coligação Rede, PSB, PPS    e outros partidos que acreditam na possibilidade de uma  Terceira via, muito melhor do que a a disputa entre o presente e o passado.
MARINA  SILVA é  uma  candidata que,  mesmo não contando com o uso da máquina pública, das estruturas de grandes partidos  e também  com pouco tempo na TV e nos demais meios de comunicação,  tem empolgado a opinião pública, o povo e os eleitores.
Com toda certeza, a decisão de quem será a próxima  Presidente da República  deverá  ficar para o segundo turno, no dia 26 de outubro de 2014,  com uma  grande chance de Dilma ser derrotada,abrindo  caminho para o Brasil avançar muito mais!
JUACY DA SILVA, professor  universitário,  aposentado UFMT, mestre  em sociologia, Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitterprofjuacy  Blog  www.professorjuacy.blogspot.com

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PASSADO, PRESENTE E FUTURO


JUACY DA SILVA

Dizem que as pessoas  quando crianças  e jovens são sonhadoras, utópicas, revolucionárias, contestadoras, suas  energias estão sempre  voltadas para a construção de uma sociedade ideal, onde a justiça, a igualdade, a solidariedade e a esperança suplantam os problemas e encaram os desafios com  ânimo  redobrado e as vezes nem medem as consequências de suas ações.
`A  medida que se tornam adultas acabam  “caindo na  realidade”,  agem  mais com os pés no chão, com mais responsabilidade e avaliam bastante  as  ações que devem tomar diante dos mesmos desafios que são  práticamente eternos na vida dos povos e das sociedades.
Finalmente, quando chegamos `a  nossa  plenitude e iniciamos o processo de envelhecimento, podemos voltar  nossos olhos para o passado e as vezes  nos desiludimos, nos arrependemos  ou imaginamos  que a história possa parar e retroceder para uma época  em que a violência  era quase inexistente, as famílias mais solidárias, os  governantes menos corruptos e mais patriotas. Com constância  nesta época  já  estamos bem “escaldados” de falsas promessas e volta  e meia bem que gostariamos de poder voltar  no tempo.
Mas  esta volta ao passado é impossível tendo em vista que os arranjos sociais, econômicos, familiares, culturais e  tecnológicos sofreram enormes mudanças que desfiguraram   aquele tempo pretérito e temos que acordar para a realidade que já é  bem diferente e que exige  de cada um de nós, crianças, jovens, adultos e idosos um novo posicionamento em todas as esferas da vida.
É  neste quadro complicado entre um passado , dependendo da idade e das experiências  de  cada pessoa, da vivência do presente, se pobre ou rica, residente  em   grandes cidades ou pequenos vilarejos, no meio urbano ou rural, se em uma região desenvolvida e próspera  ou em um estado periférico  e pobre das  regiõe norte  ou nordeste, se moramos em um bairro nobre  ou nas periferias urbanas, da convivência  com a miséria ou com a opulência,  em meio a uma  favela dominada pelo crime organizado ou em um condomínio de alto padrão,  do tipo de trabalho, se  braçal  ou um executivo milionário, que  vamos decidir  em quem devemos votar para Presidente da República, Governador, Senador, Deputados Federal  ou  Estadual
São  essas figuras, as vezes tão distantes do sofrimento do dia-a-dia da população mais pobre, miserável  ou remediada, que denominamos  de classe média  ,  que durante  o período eleitoral tentam desesperadamente  mostrar  ou demonstrar que  também  podem ser iguais  ao povo. Nesta  tentativa de mostrar-se  semelhante ao povo, abraçam todos que encontram pelo caminho, pelas vielas, praças, comem “iguarias” de pobre, bebem até cachaça, amdam  por ruas esburacadas, com esgoto correndo a céu aberto e animais que por aí também perabulam; e prometem, que “se  eleitos forem”  vão transformar  pobreza  em riqueza,  trabalhador em patrão, doentes pobres , que sofrem e morem nas filas de unidades  de saúde pública,  terão atendimento classe A, iguais aos políticos e eliteque buscam sempre os melhores hospitais para se tratarem,  empresário  se tornarão bilionários graças aos favores do governo e assim por diante.
Todavia, poucos candidatos tem a coragem de colocar as promessas no papel, detalhando como vão  fazer para tirar o país do buraco, colocar os corruptos que estão dentro do governo na cadeia, melhorar a saúde pública, a educação  para que seja de qualidade, o  saneamento como um direito verdadeiro, as moradias populares em ambientes  que respeitem a dignidade humana  e não  novos “guetos” onde os pobres devem ser escondidos e como  vão  fazer para  acabar com a bandidagem e a violência  que amedronta  a população e onde vão gastar com lisura, eficiência e transparência o dinheiro que pagamos de impostos   e  acabam sendo mal  aplicados ou roubados dos cofres públicos.
Cá com os meus botões. Dos  três  candidatos `a Presidencia  apenas  MARINA SILVA  apresentou seu plano de Governo. A atual presidente não consegue  explicar por que o presente está tão ruim, porque  existe  tanta incmpetência , autoritarismo, demagogia e corrupção em seu governo e por que de tudo o que foi prometido há quatro anos pouca coisa foi realizada. Geralmente, Dilma culpa a crise internacional, a oposição, a imprensa, os adversários, jamais  faz  uma auto-critica e nem assume as falhas e erros de seu governo.
Aécio, por representar  o passado Tucano, cujos candidatos já foram  rechaçados por três  vezes, duas derrotas  para Lula  e uma para Dilma, não  consegue  entusiasmar a grande maioria da população.  Parece que o  futuro,  as mudanças de verdade  estão sendo depositadas em MARINA SILVA, que está  sob   um ataque permanente pelas forças que representam  o passado (Aécio) e o presente (Dilma).
Vamos aguardar  até  o final do segundo turno para para  ver o que  o povo brasileiro deseja em termos de um país decente, desenvolvido, eficiente, transparente , justo e sustentável.

JUACY DA SILVA,  professor  univeritário, aposentado UFMT, mestre  em sociologia,articulista de A Gazeta. Email professor.juacy@yahoo.com.br Blog  www.professorjuacy.blogspot.com  twitter@profjuacy